1: Um: Umbra
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Logo o M apareceu.
Helena se sentiu desconfortável com a situação. Não apenas por estar presenciando atônita um copo comum se movimentar por aquela lisa mesa de madeira, desafiando todo aquele ceticismo de minutos atrás, mas por aquela letra ser justamente um M.
Ela retirou o dedo de cima do copo, infringindo a regra principal da brincadeira, frustrando Simone e os demais ali.
- M de quem? - Marcelo perguntou sorrindo.
Ricardo apagou a vela e ligou o interruptor. Se havia alguma entidade sobrenatural ali disposta a revelar segredos alheios, fora afugentada pela luz da sala. Ele também estava assustado naquela sexta-feira. M não é a letra de número 13? Teria um espírito movimentado aquele copo?
A casa vazia de Simone também não ajudava muito. A nova moradora do bairro mal tinha retirado todos os objetos das caixas. Alguns móveis ainda estavam cobertos por lençóis, criando um ambiente assustador. Sem quadros ainda, a parede amarela estava sendo estreada com a sombra de Helena, sua nova amiga. Mas a vela sobre a mesa, que revelava aquele rosto, a fez esconder seu segredo.
Havia outra sombra ali. Não a da parede. Aquela foi vencida por um mero interruptor a metros dali.
Havia outra sombra ali, também perceptível e bem delineada. Ela não quis revelar aos cinco ali seus sentimentos sobre Marcos. Na verdade, Helena também temia que aquela entidade zombeteira expusesse ali suas mil fraquezas e defeitos, escondidas sob muitos véus, em alguma parede de seu coração.
As sombras na menina estavam preservadas, por vezes escondidas. Ela não as aceitava, mas era preciso agir.
Mentira. Máscara. Malícia. Maldade. Medo. Morte.
Qual interruptor é capaz de derrotar a nossa própria escuridão?
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Logo o M apareceu.
Helena se sentiu desconfortável com a situação. Não apenas por estar presenciando atônita um copo comum se movimentar por aquela lisa mesa de madeira, desafiando todo aquele ceticismo de minutos atrás, mas por aquela letra ser justamente um M.
Ela retirou o dedo de cima do copo, infringindo a regra principal da brincadeira, frustrando Simone e os demais ali.
- M de quem? - Marcelo perguntou sorrindo.
Ricardo apagou a vela e ligou o interruptor. Se havia alguma entidade sobrenatural ali disposta a revelar segredos alheios, fora afugentada pela luz da sala. Ele também estava assustado naquela sexta-feira. M não é a letra de número 13? Teria um espírito movimentado aquele copo?
A casa vazia de Simone também não ajudava muito. A nova moradora do bairro mal tinha retirado todos os objetos das caixas. Alguns móveis ainda estavam cobertos por lençóis, criando um ambiente assustador. Sem quadros ainda, a parede amarela estava sendo estreada com a sombra de Helena, sua nova amiga. Mas a vela sobre a mesa, que revelava aquele rosto, a fez esconder seu segredo.
Havia outra sombra ali. Não a da parede. Aquela foi vencida por um mero interruptor a metros dali.
Havia outra sombra ali, também perceptível e bem delineada. Ela não quis revelar aos cinco ali seus sentimentos sobre Marcos. Na verdade, Helena também temia que aquela entidade zombeteira expusesse ali suas mil fraquezas e defeitos, escondidas sob muitos véus, em alguma parede de seu coração.
As sombras na menina estavam preservadas, por vezes escondidas. Ela não as aceitava, mas era preciso agir.
Mentira. Máscara. Malícia. Maldade. Medo. Morte.
Qual interruptor é capaz de derrotar a nossa própria escuridão?
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